Archive for the ‘Musical’ Category

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Canções de Amor

setembro 22, 2008

Les Chansons D’Amour (França, 2007)

Direção: Christophe Honoré

Roteiro: Christophe Honoré

Elenco Famoso: Louis Garrel, Ludivine Sagnier, Clotilde Hesme, Chiara Mastroianni, Grégoire Leprince-Ringuet, Alice Butaud, Brigitte Roüan, Jean-Marie Winling

Ismaël (Louis Garrel) namora Julie (Ludivine Sagnier) há 8 anos, mas o relacionamento parece um pouco sem rumo com pequenas diferenças que surgiram. Julie gostaria de cartas apaixonadas e demonstrações de amor, Ismaël gosta do “amor pela beleza do gesto” e acha que seus sentimentos não precisam de razão. Eles vivem um relacionamento a três com Alice (Clotilde Hesme) que não se interessa pelo sentimentalismo da relação dos dois. Muitas vezes Alice funciona como uma ponte entre os dois, quando as palavras não são mais entendidas.

Após uma reviravolta do destino, Ismaël fica desolado e por muito tempo não vê mais motivo em se envolver novamente com alguém. Mesmo relutante em esquecer seu amor tão duradouro ele se envolve por um amor passageiro capaz de trazer novamente seu gosto apenas pelo momento e a experiência.

Os musicais estão se consolidando como um gênero diferente do que o inconsciente popular se lembrava, muitos títulos surgiram e o preconceito deve ser deixado de lado. Nesse filme a música faz parte de um conjunto harmonioso na direção de arte, combinando perfeitamente com a fotografia e o roteiro. O elenco canta todas as músicas e é guiado pelo pop moderno das canções de Alex Beupain, que conseguiu traduzir em suas melodias as turbulencias e prazeres de estar com alguém.

Nota 8.0

Resenha por Priscila

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Apenas Uma Vez

setembro 19, 2008

Once (Irlanda, 2006)

Direção: John Carney

Roteiro: John Carney

Elenco Famoso: Glen Hansard e Markéta Irglová

A estória é simples, um músico de rua encontra uma garota estrangeira nas ruas de Dublin e os dois passam a se conhecer através da música. Eles não consumam o relacionamento, o músico não superou seu passado e seu coração partido por outra mulher anos antes, a garota tem suas obrigações com a família. Mas impulsionado por essa nova amizade o músico começa a ter perspectivas melhores para sua vida.

O modo da música ser tratada nesse filme é uma metafora para o inicio de um relacionamento, começa devagar, um ensina ao outro algo novo e finalmente podem seguir buscando os mesmos acordes. O amor aqui é mais um processo criativo do que algo físico, e o final é algo de cortar o coração. 

O que faz essa estória diferente dos outros musicais é a sua delicadeza, o modo verdadeiro das canções serem cantadas e a simplicidade do roteiro. Sua camera quase documental transmite esse tom de verdade, além de deixar Glen e Markéta, que nunca tinham atuado antes, mais confortáveis.  Os dois já eram amigos e tocavam juntos, durante a filmagem de Apenas Uma Vez gravaram um album.

Todas as músicas mostram o sentimento dos personagens, e surgem tão naturalmente quanto os diálogos. Não há coreografias, nem alegria, mas uma emoção tão forte que se você não se identificou com as musicas tocadas, dificilmente vai se envolver pela estória.

Nota 8.5

Resenha por Priscila

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Mamma Mia!

setembro 16, 2008

Mamma Mia!

 

EUA – 2008, 108 min

Direção: Phyllida Lloyd
Roteiro: Catherine Johnson

Elenco Famoso: Colin Firth, Meryl Streep, Pierce Brosnan e uma ponta (diria que imperceptível) de Benny Andersson, integrante do ABBA

 

Donna (Meryl Streep) é dona de um hotel caindo aos pedaços em uma ilha grega. Mãe solteira, ela criou sozinha sua filha, Sophie (Amanda Seyfried), sem jamais lhe dizer quem era seu pai. Com os preparativos de seu casamento, Sophie manda convites, fingindo ser sua mãe, para os três homens que poderiam ser seu pai: Sam Carmichael (Pierce Brosnan), Harry Bright (Colin Firth) e Bill Anderson (Stellan Skarsgard). Os três vão, pois todos têm algum assunto mal-resolvido com Donna. Convicta de que descobriria assim que visse quem era seu pai, Sophie acaba em um dilema. Mas é obvio que tudo isso é apenas um pano de fundo para as músicas do ABBA.

 

A história é bobinha e até que divertida. Todo mundo canta bem (não excepcionalmente bem, mas bem), 90% das músicas tem coro em algum momento e as coreografias são bem ruinzinhas, dignas do High School Musical.

 

As canções do ABBA são pouco conhecidas, o que torna as coisas mais surpreendentes no filme. Tudo é repleto de singelos clichês, mas nesse caso o amor não é posto acima de todas as coisas, ficando abaixo, inclusive, do sexo.

 

Taxado por muitos como cansativo e muito abaixo de outros musicais atuais, Mamma Mia! é melhor do que dizem, ainda que meio irritante em alguns poucos momentos. As músicas e a história são divertidas, mas estão longe de ser algo surpreendente.

 

Nota: 8

Por Renato Valverde

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Deepkut

junho 21, 2008

 Finalmente, depois de mais de cinco meses de Deep and Depp, decidimos, após notável crescimento, que era hora de fazermos uma comunidade no orkut.

 

Recém-criada, a comunidade ainda nem possui tópicos, mas sinta-se à vontade para discutir sobre as críticas e os filmes (ou algum outro assunto que lhe interessar).

 

Por enquanto, é isso, espero ter mais o que falar sobre isso em breve.

 

 

o link é esse

http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=58125305

 

 

 

 

 

Renato Valverde

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Piaf – Um Hino ao Amor

março 5, 2008

[Piaf

La Môme – 140 min, França / República Tcheca / Inglaterra, 2007

Direção: Olivier Dahan

Roteiro: Isabelle Sobelman e Olivier Dahan

Elenco Famoso: Marion Cotillard, Gérard Depardieu, Sylvie Testud, Manon Chevallier, Pauline Burlet

Aclamado por muitos, Piaf – Um Hino ao Amor foi um dos melhores filmes de 2007. O filme conta a triste (e entristecedora) história de Édith Giovanna Gassion, incrível cantora francesa que encantou toda uma geração.

Com mãe relapsa, criada por prostitutas e alcoólatra na pré-adolescência, a pobre e desajeitada garota tinha tudo para ser uma suicida. Descobrindo seus incríveis dons musicais (não como os de August Rush, mas esta história é real), a menina começa a cantar pelas ruas. Graças ao seu talento, cresce mais e mais, até se tornar a ilustre e inesquecível Édith Piaf.

O filme realmente merece toda e cada critica boa (e não foram poucas) que recebeu.  A complexidade da história, misturando maravilhosamente bem duas épocas da vida da cantora, sendo que uma completa a outra, e a sensibilidade ao contar todos os inúmeros e terríveis problemas da pobre mulher, fazem do filme uma experiência única.

O longa conta ainda com a extraordinária atuação de Marion Cotillard, que encarna bem todas emoções da personagem, uma trilha sonora muito adequada e uma maquiagem perfeita, sobretudo na “velhice” (menos de 50 anos) da artista.

Absurdamente triste, o filme só é recomendado para quem gosta do gênero, pois quem gosta não se arrependerá.

Nota: 9

Por Renato Valverde

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Deu a Louca na Chapeuzinho

fevereiro 23, 2008

Chapeuzinho

Hoodwinked

 

80 minutos, 2005, EUA

 Direção: Cory Edwards

 Roteiro: Cory Edwards, Todd Edwards e Tony Leech, baseado em estória de Todd Edwards e Cory Edwards
 

Música: Josh Mark Painter e Kristin Wilkinson 

Aproveitando o incrível sucesso de Shrek, o filme conta, de forma distorcida, a famosa fábula. Depois de diversas receitas serem roubadas, a culpa cai, obviamente, sobre o Lobo. Ele já está inclusive preso pelo “chefe Urso” (com a inconfundível voz de Xzibit). Antes que o caso esteja dado como encerrado, um sapo (?) detetive decide ouvir a versão dos fatos de cada um dos suspeitos, um lobo, um lenhador, uma garota sem nome (conhecida como Chapeuzinho Vermelho) e sua avó, a Vovó. No decorrer do filme, cada um acaba mostrando que a verdade é bem diferente do que parece.

             A história é bem infantil, com muitos clichês e músicas simplórias. O filme também erra em usar humor negro para crianças, o que pode não ser muito claro para elas e é muito idiota para os outros públicos.  

           O filme é bem detalhista, não deixando informações de lado, mesmo as completamente desnecessárias à trama. Por ser curto, não é nem um pouco cansativo e os poucos momentos apreciáveis acabam meio que valendo pela seqüência de idiotices. Previsível, o culpado é descoberto logo na segunda versão dos fatos. A mensagem principal do filme é que não deve-se julgar alguém pela aparência, muito superior à da fábula (“Não fale com estranhos”). 

            O filme tenta incessantemente parecer com Shrek, mas não tem nem metade do brilho da história do Ogro. Enfim, o filme deixa a desejar, mesmo para as crianças. 

Nota: 5

Obs: O trailer conta o filme todo! Não é bom vê-lo

 

Por Renato Valverde

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O Som do Coração

fevereiro 21, 2008

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August Rush (EUA, 2007, 112 min) Romance/Drama

Direção: Kirsten Sheridan

Roteiro: Nick Castle e James V. Heart

Elenco Famoso: Freddie Highmore, Keri Russel, Jonathan Rhys Meyers, Robin Williams, Terrence Howards.

Evan Taylor (Freddie Highmore) é um garoto de 12 anos que vive num orfanato e nunca conheceu os pais. Ele é fascinado pelos sons que escuta em todo lugar, e apesar de nunca ter ouvido o nome de seus pais ou por qual motivo o abandonaram, acredita que sua música conseguirá faze-los escutar.

Num momento flash-back somos apresentados a seus pais na noite em que se conheceram. Lyla Novacek (Keri Russel), uma promissora violoncelista que faz parte da Orquestra Sinfonica de Nova York, vai a uma festa e conhece Loius Conelly (Jonathan Rhys-Mayers) – que tem uma banda de rock com seus irmãos – Os dois percebem que sentem o mesmo em relação a música e depois de pouca conversa resolvem passar a noite juntos. No dia seguinte o pai de Lyla fica furioso e a obriga a sair da cidade e não encontrar Louis novamente.

Sendo muito mal-tratado (pelos seus colegas) no orfanato, Evan decide fugir. Nas ruas acaba encontrando “o mago” (Robin Williams), que começa a explorar seus dons (ele aprende misteriosamente a tocar qualquer instrumento musical).

O Som do Coração é um filme bem água com açúcar, que não deixa de cumprir seu papel em emocionar. Realidade à parte, é um filme razoavelmente bom.

Nota 6.5

resenha por Priscila e Valverde